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Ilda David' - Tapa blanda

Vv.aa.

 
9789723705621: Ilda David'

Sinopsis

Um álbum que reúne 10 anos os últimos 10 da pintura de Ilda David'.|A sua obra aparecida nos anos 80 rapidamente se afirmou. Um universo poético onírico intenso. Não por acaso. As suas pinturas partem da poesia.|«Parto sempre de coisas escritas. (...) Uma vez comecei a pintar um gato e depois de repente era o gato da Alice (no País das Maravilhas) e isso deu origem a uma série de gatos com sorriso e sorrisos só. Se não fossem os livros não era tão aliciante para mim. O que me interessava era aproximar-me daquele gato que estava descrito daquela maneira. Não existem imagens sem livros.» (de uma entrevista a Alexandra Lucas Coelho Público 12/2/00)|Talvez por isso a sua pintura tenha seduzido muitos poetas que a partir dela escreveram poemas de cumplicidade evidente. Ou mesmo livros. Al Berto Manuel António Pina Joaquim Manuel Magalhães José Tolentino Mendonça.|Continuando com os livros para além das gravuras que durante anos acompanharam edições de obras de São João da Cruz Whitman Eliot entre muitos outros Ilda David' fez ainda uma série de pinturas para duas edições de "Cartas Portuguesas" de Mariana Alcoforado com tradução de Eugénio de Andrade para o "Cântico dos Cânticos" traduzido por José Tolentino Mendonça e para a nova tradução do "Fausto" de Goethe por João Barrento. Os originais destas últimas podem ser vistos na sua exposição Incubus na Galeria Jorge Vieira no Parque nas Nações.|O álbum tem textos de Al Berto Gil de Carvalho Manuel António Pina e José Tolentino Mendonça e um posfácio de João Lima Pinharanda.|« Ovo Casal Nuvem Mar Peixe Mapa Cabeça / Cabeças Caveira Sino / Campânula Homem Silvestre Espectro Casa Livro Tenda Árvore Caixa Cálice Coração Árvore-Folha Torre /Castelo Ramo de Oliveira Escada Lebre / Lura Espinhos / Coroa Veado Tempestades / Ventos Vórtice Vulcão Cão Pegadas ... já existem como formas flutuantes e recorrentes (ondas que se desfazem na praia sempre iguais e sempre diversas) no espírito de toda a humanidade; já existem como repetições inevitáveis de ideias / palavras / formas que nos acompanham desde os vários princípios do mundo. Mas de cada vez que pela mão de Ilda David' se repetem geram-se de novo. Chegam-nos desde as primeiras figuras e das primeiras letras: do tempo das primeiras viagens nocturnas e das primeiras palavras para o espanto e para o medo do tempo da caça e da recolha de raízes do tempo dos primeiros cultivos dos primeiros rebanhos ... Partem para o fim do mundo.|« Como qualquer objecto espera um nome para si cada uma destas pinturas espera uma narração para se fazer entender. Não que se encostem a ficções possíveis para viverem um destino de ilustração feliz. Elas são como os dedos que passam perto do lume: tão perto de se queimarem e não se queimam. Assim as formas de Ilda David' geram as suas próprias palavras e as palavras pedem as formas de água de animal de árvore de humanos silvestres ou de casas que vão surgindo e desaparecendo dos fundos.»|do posfácio de João Lima Pinharanda

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